Presidente da Câmara ameaça suspender sessão
Som de palmas, vaias e indignação da mesa diretora. Este foi o cenário que chamou a atenção durante a sessão de ontem (5) na Câmara de Vereadores de Brusque. Um grupo de estudantes da Escola Gregório Locks foi até o Legislativo para acompanhar a reunião. Por várias vezes o grupo se manifestou, principalmente quando algum vereador subia à tribuna. Resultado: o presidente Vilmar Bunn (PDT) suspendeu a reunião por quase quinze minutos para decidir se continuaria ou não com a sessão.
As manifestações, com palmas, começaram ainda durante o pronunciamento do vereador Alessandro Simas (PR), que falava sobre situação envolvendo a reitoria da Unifebe. Assim que encerrou o discurso e deixou a tribuna, uma salva de palmas ecoou pelo ambiente, seguida de um "puxão de orelha" do presidente da casa.
A situação se repetiu quando o vereador Valmir Ludvig (PT) utilizou o espaço. Novamente os estudantes aplaudiram e foram advertidos. "Mais uma vez, gentilmente, gostaria de solicitar aos senhores que não expressem apoio ou teremos que parar a sessão e evacuar o plenário", alertou Bunn.
O acontecimento derradeiro se deu quando Dejair Machado (DEM) se encaminhou para um pronunciamento. Antes de iniciar, ele comentou que alguns vereadores estavam levando até platéia para a sessão. "Eu estou surpreso, senhor presidente, porque durante meus longos anos de mandato nunca vi torcida organizada. É bom por um lado, mas não por outro. Aqui não é palco. Não é comício, é uma sessão", disse o democrata, alertando que o regimento interno proíbe qualquer tipo de manifestação que não seja dos próprios vereadores.
O vereador Norberto Maestri (PMDB) usou um aparte no pronunciamento de Dejair Machado para dizer que há anos não era feita manutenção no bairro Thomaz Coelho e que isso era um problema já da administração anterior. Segundo ele, o atual governo está apenas há três meses no poder e a situação já é decorrente do governo anterior. Foi aplaudido.
Nesse momento, Dejair disse que "as coisas do passado deveriam ser deixadas no passado". O comentário rendeu uma carga de vaias. Foi quando o presidente da Câmara interveio e interrompeu o encontro, chamando os colegas para uma reunião, que durou cerca de onze minutos.
Assim que reiniciou a sessão, Vilmar Bunn reafirmou que a plateia não poderia se manifestar, conforme determina o regimento interno. A reunião seguiu diretamente para a votação da Ordem do Dia. O vereador Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) estava inscrito para se pronunciar, mas acabou desistindo. Os vereadores aprovaram duas moções, três pedidos de informações e quatro projetos de leis, dois em segunda votação e discussão.


